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Capítulo 02

Óleo do motor: como conferir o nível e respeitar a troca

Conferir o óleo leva dois minutos e evita o tipo de dano mais caro que um motor pode ter. Saiba como ler a vareta e quando trocar.

Revisado em · 3 min de leitura

Em 30 segundos

  • Confira com o carro no plano e o motor desligado. O nível deve ficar entre as marcas de mínimo e máximo da vareta.
  • Use só o óleo da especificação do manual: viscosidade (por exemplo, 5W-30) e norma de qualidade.
  • O manual dá dois prazos de troca, quilometragem e tempo. Vale o que vencer primeiro, mesmo que o carro rode pouco.
  • Nível baixando entre as trocas, fumaça azulada ou resíduo leitoso na tampa merecem avaliação.

O que o óleo faz

O óleo forma uma película entre as peças que se movem dentro do motor: pistões, anéis, virabrequim, bronzinas, comando de válvulas. Sem essa película, metal raspa em metal. O óleo também ajuda a resfriar as peças, carrega a sujeira até o filtro e protege contra corrosão.

Com o uso, o óleo perde essas propriedades: fica sujo, oxida e se dilui com resíduos da combustão. Por isso a troca tem prazo, mesmo quando o nível está certo.

Como conferir o nível na vareta

  1. Deixe o carro em piso plano, com o freio de estacionamento acionado.
  2. Com o motor desligado, espere alguns minutos para o óleo escorrer de volta ao cárter. O manual informa se a medição deve ser feita com o motor frio ou morno.
  3. Puxe a vareta (em geral tem a alça amarela ou laranja), limpe com um pano sem fiapos e coloque de volta até o fim.
  4. Puxe de novo e leia: o óleo deve marcar entre o mínimo e o máximo.
  5. Se estiver perto do mínimo, complete pelo bocal da tampa do motor, aos poucos, com o mesmo óleo especificado. Espere um minuto e confira de novo.

Alguns carros mais novos não têm vareta e mostram o nível no painel ou no computador de bordo. O manual explica como fazer a leitura.

Qual óleo usar

O manual do proprietário indica duas informações que precisam ser respeitadas juntas:

  • Viscosidade SAE, escrita como 5W-30, 10W-40 e assim por diante. O primeiro número (com o W) indica o comportamento com o motor frio, e o segundo, com o motor quente.
  • Norma de qualidade, como as classificações API e ACEA ou uma norma da própria montadora. Ela garante que o óleo foi feito para o tipo de motor do carro.

Óleo "mais grosso" do que o especificado não protege mais. Ele pode demorar a chegar às peças na partida, justamente o momento de maior desgaste.

Quando trocar óleo e filtro

O plano de manutenção do manual traz o prazo em quilômetros e em meses. Vale o que vencer primeiro. Um carro que roda pouco também precisa trocar o óleo pelo tempo, porque o óleo envelhece parado.

Muitos manuais definem um prazo menor para uso severo: trajetos curtos em que o motor não chega a esquentar, trânsito pesado, estradas de terra com poeira, reboque ou carga frequente. Se o seu uso se encaixa nisso, siga a tabela de uso severo.

O filtro de óleo segura as partículas que circulam com o óleo. A troca do filtro segue o plano do fabricante e, em geral, acompanha a troca do óleo.

Guarde as notas ou anote a quilometragem de cada troca. Esse histórico ajuda a perceber consumo de óleo e vale na hora de vender o carro.

Sinais de que algo não vai bem

  • Nível baixando entre as trocas. Pode ser vazamento (procure manchas no chão da garagem) ou óleo sendo queimado dentro do motor.
  • Fumaça azulada pelo escapamento, principalmente ao acelerar depois de um tempo em marcha lenta. É sinal de óleo entrando na câmara de combustão, por desgaste de anéis, guias ou retentores de válvula, ou pelo turbo.
  • Resíduo leitoso, cor de café com leite, na tampa ou na vareta. Pode ser só condensação em carros que fazem trajetos muito curtos. Também pode indicar mistura de óleo com líquido de arrefecimento, um sintoma típico de junta do cabeçote danificada. Vale avaliação.
  • Luz de pressão do óleo acendendo, mesmo que por instantes em curvas ou freadas. Indica nível muito baixo ou problema de pressão. Veja o capítulo de luzes do painel.

O destino do óleo usado

Óleo lubrificante usado é resíduo perigoso e não pode ir para ralo, terra ou lixo comum. Faça a troca em oficina ou posto que recolha o óleo usado para a coleta autorizada.

Fontes

  • Manuais do proprietário e planos de manutenção dos fabricantes.
  • Classificações de viscosidade SAE J300 e de desempenho API e ACEA, citadas nas especificações dos fabricantes.